Segurança em 2026: o que o mundo mostrou!

Se você tivesse que apostar: o que está puxando o mercado de segurança em 2026 — tecnologia, crime ou operação?

Em 2025, cruzamos quatro eventos internacionais para observar isso de perto: Nova Iorque, Las Vegas, México e Colômbia. O curioso é que as dores mudam conforme o lugar, mas a mensagem se repete: segurança deixou de ser “produto” e virou “infraestrutura invisível” — aquela que ninguém nota quando funciona, mas que paralisa tudo quando falha.

Nesta edição, juntamos duas lentes complementares:

  • a de quem viu o mercado “de fora”, no ritmo das feiras e das conversas internacionais;

  • e a de quem enxerga o Brasil “por dentro”, no atrito real entre tecnologia, cultura, orçamento e urgência.

 


 

O que o mundo mostrou em 2025 – Henrique de Sá

Quando perguntamos ao Henrique de Sá o que mudou depois de representar a Promont nos eventos internacionais, ele descreveu o setor como uma corrida que não dá descanso: a evolução do crime — inclusive o cibernético — empurra a indústria a inovar de forma constante. Não é um drama local; é uma dinâmica global: uma disputa permanente entre prevenção e sofisticação do risco.

Nas feiras, isso aparece menos como discurso e mais como sinal: o mercado cresce, amplia suas fronteiras e passa a ocupar espaços onde antes a segurança era um “departamento”. Agora, vira infraestrutura. Henrique resume essa sensação com uma impressão que volta mais de uma vez: a indústria de segurança tem crescido de forma geométrica, em segmentos variados.

 

Dores diferentes, mesma urgência

Um ponto importante do relato do Henrique é que não existe um “mercado internacional” único. Existem mercados, no plural — e eles puxam prioridades diferentes.

  • Estados Unidos: mais preocupação com controle de acesso e monitoramento.
  • México e Colômbia (e parte da América Latina): foco mais direto em logística, especialmente na prevenção de roubo de cargas.

 

O que muda é a dor. E quando a dor muda, a régua de compra muda junto.

Ainda assim, há um denominador comum que vale registrar: segundo Henrique, os clientes demonstraram estar ávidos por novidades que reduzam o risco de perdas — e, nesse cenário, quem inova, arranca na frente.

 

Um recado silencioso das feiras

Feiras são, por natureza, barulhentas. Mas algumas mensagens chegam justamente pelo que se repete: perguntas parecidas, preocupações parecidas, e uma busca por soluções que não travem a operação.

Henrique relata que, em todos os eventos, foi marcante perceber a recepção às soluções da Promont como relevantes, inovadoras e confiáveis, com interesse de compradores de diferentes perfis — de clientes finais e integradores a instituições públicas.

O subtexto é simples: a conversa amadureceu. Menos curiosidade vazia. Mais intenção.

 


 

Quando a feira termina, a operação começa

Existe um momento em que toda tecnologia precisa atravessar a porta do estande e encarar o mundo real:
o técnico em campo, o gestor pressionado pelo SLA, a auditoria, a falta de sinal, o acesso que “precisa acontecer”, o risco que “não pode acontecer”.

É aí que a segurança deixa de ser vitrine e vira governança: quem acessa, quando acessa, por que acessa — e como isso fica registrado.

E é aqui que a lente do Brasil importa.

 


 

Como o Brasil está se movendo – Leonardo Sodré

Para traduzir esse cenário para a realidade brasileira, reunimos a visão do Leonardo Sodré, conectando maturidade de mercado e projeções para 2026.

Mercado norte-americano vs. Brasil: onde está a maior diferença de maturidade?

Na leitura do Leonardo, uma das diferenças mais evidentes está no ponto de partida da conversa. No Brasil, a venda precisa evidenciar retorno na prática — a margem para “desperdício” é mínima. Enquanto em alguns mercados lá fora a discussão costuma começar por “como padronizar e escalar”, aqui ela frequentemente começa por “como viabilizar e sustentar”.

Isso não é falta de ambição. É contexto: orçamento mais sensível, maior pressão por ROI é um processo decisório que tende a envolver mais pessoas — o que pode alongar a tomada de decisão, mesmo quando a dor é grande.
Na prática, a maturidade do mercado aparece menos no acesso à tecnologia e mais na capacidade de transformar urgência em decisão — e decisão em implementação consistente.

 


 

Brasil em 2026: o que acelera e o que trava?

Para o Leonardo, é impossível falar de 2026 sem falar de Inteligência Artificial. A expectativa é de softwares sendo construídos mais rapidamente, com soluções cada vez mais personalizadas, e com redução de burocracias e tarefas repetitivas — abrindo espaço para decisões mais aceleradas e com mais apoio de dados. Isso, na visão dele, tende a acelerar a implantação de soluções inovadoras.

Em contrapartida, ele observa que muitas grandes empresas brasileiras estão investindo de forma mais cautelosa e faseada. O ano é cercado por incertezas — com eleições e um cenário global instável — e ainda não se conhecem todas as extensões desses fatores. Ao mesmo tempo, a pressão por margem torna os gestores ainda mais atentos a automações que tragam ganho real de eficiência.
O paradoxo brasileiro para 2026 pode ser este: quanto mais o contexto pede prudência, mais a operação exige eficiência. E é justamente nessa tensão que soluções confiáveis deixam de ser “desejo” e viram “decisão”.

 


 

Onde a Promont se posiciona

Ao olhar para 2026, nosso recorte é claro: segurança em infraestrutura crítica não pode depender de improviso. Ela precisa funcionar como sistema — do dispositivo ao dado, do campo à gestão.

É por isso que a Promont se posiciona como um ecossistema para governança de acesso, com:

 

  • rastreabilidade de eventos e acessos (o que aconteceu, quando, com quem);
  • governança (políticas, perfis, regras, auditoria);
  • operação em campo (baixa fricção, robustez e aderência à realidade);
  • e uma visão ponta a ponta orientada à missão crítica.

 

Estar em NY, Las Vegas, México e Colômbia em 2025 foi, acima de tudo, uma oportunidade de escutar o mercado com atenção — clientes, integradores e especialistas — e trazer essas leituras para dentro da nossa realidade. E, no fim, a síntese foi clara: as dores mudam, mas a necessidade de soluções confiáveis permanece.

 


 

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